O Desapego


O que é o desapego?

Como o podemos definir?

Na sociedade geracional em que vivemos, o desapego é praticado de forma imponderada e libertina do seu verdadeiro sentido, traduzindo-se em atitudes que apenas trazem sofrimento de forma inconsciente e duradoura. O desapego é praticado de uma forma que adquire um comportamento de dissociação. E então a solução mais comum é a de separação, no caso de relacionamentos amorosos.

Desapegar através da separação, do divórcio, do abandono.

E depois, o que acontece? Vive-se o desapego? Provavelmente sim...

Vive-se um desapego da intimidade, um desapego de envolvimentos verdadeiros.

Vive-se um desapego da coragem para a criação de um apego saudável.



O apego pode adquirir várias formas, tendo em conta as crenças, as experiências e a “formatação” da actual sociedade geracional. A forma mais favorável de definir o apego, pode ser descrita como uma mentalidade estática que ficou fixa em algum ponto cronológico ou emocional.

Este é o grande motivo de muitos relacionamentos falhados.


Expondo de forma prática, de acordo com a minha experiência em contexto profissional, dentro de muitas relações amorosas, acontece que o que outrora era valorizado, tornou-se rotineiro e encarado como obrigação.

Aqui se cria um apego muito grande, crescido de forma inconsciente!

O apego á rotina!

O apego a uma solidão disfarçada apenas por uma presença do sexo oposto!

Uma presença habitual que, de certa forma dá uma sensação de desculpa, e que a manutenção da culpa no outro serve perfeitamente os interesses do apego...

No final, todas as intenções do apego se resumem a uma só: o medo.



O verdadeiro desapego é algo maravilhoso.

Desapegar de algo nocivo, permite-nos abrir espaço a novas possibilidades.

O desapego de que falo, prende-se com a prática de atitudes, de comportamentos e não de pessoas! A palavra desapego dentro de um contexto de desenvolvimento pessoal e relacional, é um valor interno muito precioso que é desenvolvido com reflexão e prática. Praticar o desapego, significa manter o que é importante, apostando em vínculos afectivo ou relacionamentos pessoais com as pessoas que estão ao nosso redor. Desapego significa saber apreciar alguém na sua liberdade, saber envolver-se em relacionamentos com respeito e saber amar, libertando-se assim de correntes pesadas sem sentido actual.





O desapego é praticado na liberdade emocional, de forma honesta e respeitando as escolhas do parceiro escolhido.








Para um entendimento na melhor forma de praticar o desapego, deixo alguns critérios que podes escolher aplicar na tua vida:


- Tu é responsável por ti mesma(o).

A responsabilidade só pode ser assumida por quem sabe responder ao contexto ou situação.

Se não sabemos responder ao contexto ou situação, necessitamos de aprender.

Depois da aprendizagem, estamos habilitados e então poderemos responder ao contexto com a habilidade adequada, pois a responsabilidade só existe numa pessoa que sabe responder ás suas habilidades! Isto é responsabilidade!

- Ninguém pode viver nem sentir por ti.

Portanto, torna-te consciente das tuas próprias atitudes e comportamentos.

Os teus resultados são fruto das tuas decisões.

São as tuas escolhas!


- Dota-te de momentos diários de reflexão.

Questiona. Argumenta e contra-argumenta.

Por fim, decide o que é melhor para ti, tendo em conta o respeito das pessoas ao teu redor.


- Investe em ti.

Invista em momentos que sejam só teus.

Escolha estar um pequeno período de tempo por dia para analisar o teu dia, para vigiar o teu estado emocional, para reflectir no que é valioso para ti.

Sê objectivo e prático.

- Pratica boas escolhas.

As tuas escolhas influenciam a tua felicidade e a dos outros.

As tuas escolhas dão-te oportunidades de mais satisfação á tua própria vida e também á vida das pessoas em teu redor.


- Viva o Agora! Este é uma prática difícil, mas que muda todo um contexto de felicidade.

Quando aceitamos que a vida é apenas o momento actual e que o passado é inexistente e, portanto, desprovido de valor, isso nos fará sentir mais leves e mais livres.

Dessa forma viveremos melhor o momento presente, tomando decisões de forma consciente e com mais confiança.


- Inova a tua vida. Inovar significa pegar em algo existente e dar utilizar de forma mais optimizada! Então, inova a tua vida!

A tua vida já existe da forma que a conheces.

Podes optar pela tua vida tornando-a mais apaixonante e livre. Como?

Muito simples e sem necessitar de investir muito dinheiro.

Aprende novas formas de pensar (lê livros diferentes do que estás habituada(o), dialoga com pessoas que pensam de forma diferente, participa em palestras, viaje para sítios diferentes do que está habituada(o), viaja sozinha(o)!).


- Observa as perdas como abandonos e partidas. Reflecte: Ninguém perde ninguém!

Para alguém algo torna-se condição necessário que tenha a posse desse algo.

Perder algo implica ser o proprietário desse algo.

Podes perder as chaves da tua casa, as chaves do teu carro, a tua carteira, mas não podes perder uma pessoa, pois essa pessoa não é tua propriedade! É dela própria, apenas! O que pode acontecer é que as pessoas podem partir da vida neste planeta.

O que pode acontecer é que podes ter tido um abandono na tua vida. As pessoas partem. As pessoas abandonam. Mas a tua vida continua.

Só depende de ti como queres viver a vida a partir deste ponto.


- Valoriza as pessoas e mantém-nas por perto. As pessoas que amamos e que queremos por perto devem ser valorizadas a cada dia!

Isso é algo que apenas depende de ti.

Dar um carinho, mostrar um afecto, ter bom trato, demonstrar amor, apoiar e respeitar é uma ato nobre de apego saudável.

A melhor forma de apego possível é fazeres tudo aquilo que te traz bem-estar e que te faz sentir bem.

Por isso apega-te á vida e desfruta sempre com um sorriso tranquilo e com curiosidade de criança :)


Pedro Gomes

Coach de Vida (Coach profissional certificado Nº S495-2017PT)

Profissional de PNL com especialização em foco terapêutico e emocional

Especialista em Inteligência Emocional

Master em Psicologia Holística

Desenvolvimento Humano, Auto-conhecimento, Desenvolvimento de Comunicação

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