O Amor no Relacionamento Amoroso

Quando falamos de amor, é importante entender que cada pessoa tem o seu próprio conceito, baseado nas experiências e contextos de vida, assim como na inserção cultural e do ambiente onde estamos envolvidos.

De maneira natural, as crenças e os valores adquiridos pelas memórias e experiências de vida, levam á construção especifica do sistema individual de convicções, sendo esta complexidade, muitas vezes inconsciente, que determina a criação de uma definição pessoal sobre o amor.

Deste forma, podemos dizer que cada pessoa tem o seu próprio conceito de amor e, independentemente da forma como cada um vive um relacionamento amoroso, a importância e efectivação da comunicação num relacionamento, é uma forma de fazer uma óptima gestão de conflitos e de expectativas.


Uma comunicação bem cuidada à outra parte acerca do amor e do relacionamento, é um factor de importância primordial.


Aparte do défice da comunicação, existem diversas outras variáveis que podem prever um desfecho de um relacionamento.

Abaixo, mencionarei dois grupos de comportamentos no amor entre duas pessoas, que podem determinar dois resultados bastante diferentes.


1 – O Amor imaturo encontra-se em relacionamentos pouco saudáveis, em que a qualidade de vida é bastante afectada aquando da convivência das duas pessoas.


Menciono algumas atitudes e comportamentos característicos de Amor imaturo:

Então, a pessoa:

- Vê a outra parte como uma extensão de si mesmo;

- Apresenta pensamentos e medo do abandono;

- Necessita continuamente de reforço para sentir e saber que é amada;

- Tem comportamentos de dependência, para com a outra parte, em vários contextos da sua vida para satisfazer as suas necessidades físicas, materiais e emocionais.

- Demonstra incapacidade de gerir as suas emoções em relação ao relacionamento e a si mesma;

- Precisa constantemente de saber onde a outra pessoa está, sempre que não estão juntos;

- Sente-se como se fosse inútil e infeliz sem a outra parte presente;

- Vive apenas o momento, sem ter em conta planos da outra parte;

- Faz de tudo para manter o seu relacionamento, até mesmo anular-se a si mesma;

- Apresenta comportamentos de medo e desespero em relação às mudanças, criando estratégias para resistir à mudança.

- Faz constantemente promessas para camuflar as suas incertezas;

- Quer moldar a outra parte à imagem que considera ser a mais adequada para si mesma;

- Distancia-se ou afasta-se, de acordo com as suas próprias necessidades.


2 – O Amor maturo encontra-se em relacionamentos saudáveis, existindo um convívio inteligente na gestão emocional e nas adversidades.

Num relacionamento com maturidade é importante cada uma das partes demonstrar um bom auto conhecimento, assim como um bom conhecimento do outro.


Menciono então, algumas atitudes e comportamentos característicos de um Amor maturo:

- Sente-se completa em si mesma sem se servir do relacionamento para isso;

- Observa que as necessidades do relacionamento são independentes das necessidades pessoais;

- Sente-se emocionalmente segura;

- Tem controlo sobre a sua própria vida, sendo independente e singular.

- Aceita a outra parte com todas as suas características, mostrando e incentivando o potencial de crescimento que a outra parte tem;

- É Capaz avaliar as situações com base na realidade, evitando influencias externas;

- Assume os seus comportamentos imperfeitos, procurando melhorar sem se sentir humilhado;

- Planeia o futuro enquanto vive o momento;

- Tem a capacidade de sair da sua zona de conforto por si mesma, motivando o próprio relacionamento;

- Está sempre atenta e tem em conta as necessidades da outra parte;

- Aceita, de forma respeitosa e responsável, um eventual término do relacionamento.


Em algum destes dois grupos de comportamentos, no teu íntimo, crias alguma identificação dentro do teu relacionamento?

Para responderes a esta pergunta, começa por observar os teus próprios comportamentos, e só depois os comportamentos do teu par!





Adiante, enumero ainda uma lista de algumas crenças que tornam, logo à partida, qualquer relacionamento fragilizado.

São elas:

- Preciso de alguém mais forte do meu lado para que eu possa ser mais feliz;

- Tenho que ceder sempre para o outro me amar e não me rejeitar;

- Amar é não estar só. Farei qualquer coisa para não me sentir só;

- Amor tem sempre sofrimento;

- Para ser amado preciso ceder nas minhas vontades, nas minhas formas de pensar e esquecer o que sinto;

- Tenho que demonstrar estar sempre certo, senão a outro deixa de me respeitar;

- Temos que nos isolar e fechar para proteger o relacionamento, pois os outros tem inveja da nossa felicidade;

- Se o outro não me der atenção é porque não me ama;

- Se não houver ciúmes é porque não há amor;

- Um casamento é para sempre.


Existe aqui alguma crença com a qual te identificas?

Para responderes, esquece o que está certo ou errado, e observa apenas as tuas atitudes e comportamentos no teu dia-a-dia. Só então terás a tua verdadeira resposta.





Portanto, um relacionamento saudável pressupõe que cada uma das partes tenha uma estabilidade emocional intrínseca.

Este é o caminho para evitar comportamentos de abusos emocionais e verbais.

Então, partimos como suporte de que o amor precisa e deve ser afirmada em crenças que potencializem a liberdade, criando espaço suficiente para aceitar as diferenças comportamentais e singulares do individuo.


Uma boa relação amorosa é um processo contínuo e deverá ter sempre como premissa o crescimento de ambas as partes, lado a lado, mas de forma intrínseca e singular, tendo sempre um objectivo em comum.

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