Devo terminar o meu relacionamento amoroso?

Nos últimos anos, os relacionamentos amorosos são cada vez mais objecto de estudo nas áreas do comportamento humano.

Pessoas carismáticas como John Gottman, Harville Hendricks, David Sharch, Scott Peck, Joan Corbella e muitos outros, especializaram-se no estudo dos relacionamentos amorosos, abrindo portas para um fascinante mundo a ser explorado!

A mensagem geral de todos eles é bastante clara e directa: Qualquer relacionamento pode ser bem-sucedido se ambas as partes se direccionarem numa direcção bem alinhada e bem construída.

No meu artigo de Os três Pilares de um Relacionamento Amoroso, é possível encontrar informação bastante determinante acerca da sustentação do amor entre duas pessoas, mas aqui o que vou expor é, em traços gerais, o momento em que é adequado equacionar terminar um relacionamento amoroso ou, mais acertado, pedir ajuda em conjunto e apostar na salvação do relacionamento!


Sou exímio defensor da ideia de que qualquer relacionamento amoroso em que haja amor, quando bem alinhado nos três pilares que estudei, é bem-sucedido.

Acontece que, por vezes, um casal pode fazer de tudo para que o relacionamento estabilize e se torne verdadeiramente confortável e harmonioso, mas há imensos casos que simplesmente por mais esforços que se façam nada parece resultar.

É comum acontecer que ambas as partes, ao fim de algum tempo de esforços contínuos, se sintam terrivelmente desgastados, entristecidos, frustrados e fracassados, pois parece que nada melhora por muito que se faça…

Acontece que nem sempre o esforço é a chave da reversão de um relacionamento conflituoso.

O apoio profissional é, na maioria dos casos, a chave certa para a consolidação de todo um trabalho esforçado na direcção desejada pelo casal.


Quando falo de apoio profissional, falo exclusivamente de profissionais devidamente certificados na área dos relacionamentos, com formação preferencial em Psicologia, Coaching, Inteligência Emocional, Programação Neurolinguística e em comunicação verbal e não verbal.

Sendo o campo dos relacionamentos uma área muito sensível e íntima, um profissional de excelência nunca dá a sua opinião nem nunca encoraja à separação!

Um profissional de excelência ajuda o casal a encontrar as suas próprias respostas no que concerne ao seu relacionamento!

Antes de se terminar um relacionamento amoroso, o que sugiro veemente é que ambas as partes que compõe o relacionamento, tomem a decisão de procurar ajuda profissional especializada, para que realmente possam dizer que fizeram de tudo para dar certo, e no pior dos casos, havendo separação ambos saiam com uma base de aprendizagem e de uma forma agradável, sem que tenham que fechar portas a nada num futuro que nos é a todos desconhecido.

A minha experiência profissional na área dos relacionamentos amorosos, diz-me que quando um casal procura apoio em conjunto, o relacionamento tem tudo para dar certo!

É realmente uma questão de alinhamento dos Pilares Base do Relacionamento Amoroso!



Mas como saber quando um casal deve procurar ajuda?


Bom, para responder a esta questão deixo aqui algumas indicações de quando o casal deve de procurar ajuda imediatamente. São elas:


· Pequenas irritações que se agravam com o passar do tempo

Cada pessoa tem o seu próprio carácter (conjunto de características).

É importante apreciar as qualidades da pessoa que amamos e fazer por ignorar os seus traços mais irritantes.

Há quem deixe roupa suja no chão, quem não arrume os seus pertences pessoais, quem se atrase ao compromisso agendado, quem falhe promessas, quem tenha piadas desagradáveis, quem beba em exagero, quem se atrase a pagar as contas, enfim, uma serie de comportamentos que, se não forem bem geridos, ao fim de algum tempo se tornam intoleráveis, dada a repetição constante.

· Comportamentos inaceitáveis que não foram revelados no início da relação

A maioria das pessoas ocultam intencionalmente comportamentos passados que afectaram negativamente os seus relacionamentos passados.

O objectivo deste tipo de comportamento é a sua eliminação para evitar repeti-los, mas a verdade é que dificilmente esses comportamentos ficam para trás, pois faltou todo um trabalho de base na reestruturação interna pessoal.

Alguns dos comportamentos inaceitáveis que acontecem, passam pela agressividade, ironia, ocupação do espaço pessoal do outro, perseguição subtil, ciúmes excessivos, controlo da vida do outro, entre outros comportamentos nefastos.

· Ocultações descobertas com o passar do tempo

É frequente acontecer que as pessoas escondam coisas das suas vidas, pois tem medo da rejeição e do abandono.

Algumas das ocultações típicas passam por encobrir dívidas passadas, filhos de relacionamentos anteriores, uma doença hereditária ou sexual, dependência financeira, um casamento ocultado, negócios ilegais, entre outras coisas.

Qualquer ocultação deve de ser evitada, pois todos merecem viver na verdade, e inevitavelmente um dia mais tarde tudo vem ao de cima. Afinal, é nas dificuldades que o amor cresce, e expor tudo o que ainda está presente na nossa vida resultante do passado, poderá até fortalecer e motivar mais a união no relacionamento, quando há amor. Ocultar coisas só trará pressão para a pessoa que quer viver uma nova oportunidade de um verdadeiro amor.

· Necessidades pessoais importantes

Um relacionamento amoroso, normalmente é composto por duas pessoas, e se há duas pessoas, naturalmente existem necessidades diferentes.

Com o decorrer do relacionamento começam a vir à luz as necessidades pessoais.

Elas são variadíssimas e podem ser díspares, desde os desejos sexuais, a gestão do dinheiro, o lugar ideal para se viver, ter ou não ter filhos, a ocupação dos tempos livres e muitas outras possíveis necessidades pessoais que serão importantes “negociar” afim de encontrar um ponto de equilíbrio para ambos.

· Intensidade passional

É muito natural que nos primeiros tempos de namoro, seja tudo intenso, mas também é tudo mais superficial no que concerne ao profundo sentimento, dado o desconhecimento profundo do outro.