A relação entre a autoestima e a personalidade.

Atualizado: 12 de Fev de 2020

Ao falar de auto-estima, é importante entender que esta é o trato e a estima que temos por nós mesmos.

A auto-estima é fundamental para o crescimento pessoal e para as conquistas desejas em qualquer área de vida.







A auto-estima tem uma íntima e directa relação com a personalidade.


De acordo com a variação do nível da auto-estima, as características pessoais sobressaem-se ou ocultam-se.

Podemos começar por ter consciência de que a auto-estima é o resultado da avaliação que fazemos sobre nós mesmos, a que na psicologia chamamos de auto-conceito ou auto-imagem.

A imagem que criamos de nós mesmos, normalmente é assente em factores erróneos.

A comparação que fazemos de nós com os outros, é talvez o maior factor de fragilidade da construção da auto-imagem, uma vez que nunca poderemos determinar na exactidão o contexto de vida da pessoa com quem nos comparamos.




A auto-estima, a nível de comportamental, possui três áreas funcionais do nosso organismo, das quais estamos em constante interacção.


A primeira área é a conhecida área emocional (emoção), em que nos podemos questionar sobre o que sentimos em cada momento do nosso dia.

A segunda área é a chamada área cognitiva (pensamento), em que é importante questionar-nos sobre o que pensamos em cada contexto, entendendo que tipo de discurso interno e externo temos constantemente e repetidamente.

A terceira área é caracterizada pela área motora, em que é importante aprendermos a ver-nos de fora, observando cada movimento e expressão que fazemos com o nosso corpo, bem como o tom e ritmo de voz com que dialogamos.







A auto-estima é construída em cronológicas etapas.


A construção da auto-estima começa na gestação.

Como foi a gravidez da minha mãe?

Como se sentiu ela durante a gestação?


Seguidamente, o processo da construção da auto-estima é continuado na fase juvenil.

Como foi a minha infância?

Como me sentia eu na minha família?

Como me tratavam os meus pais?


A terceira fase da auto-estima passa pelo processo académico.

Na escola, como era eu como aluno?

O que me diziam os professores? Eu acreditava neles?

Comparava-me com alguém com melhores resultados do que eu?

Estava inserido no grupo que queria?

Como me tratavam as outras crianças?

O que tinham os outros que eu gostaria de ter tido enquanto criança?

O que me faltou quando me comparava com as outras crianças?


Depois, no início da fase adulta, segue-se outra nova etapa. O mundo laboral.

Quando ingressei no mundo laboral, fazia o que gostava de fazer?

Como era eu tratado pelos meus superiores hierárquicos?

Como me viam? Como um Ser Humano ou mais um número?

O que me diziam quando eu tinha bom desempenho profissional?

E quando eu fazia algo que não gerava o resultado que me exigiam, o que me diziam?


Por fim, a última etapa é a construção de um relacionamento amoroso, em que nisto já vimos bastante formatados por todas as anteriores etapas. Neste contexto, tendemos a expressar – consciente ou inconsciente - todas as experiências anteriores, pois quanto maior a ligação emocional a confiança, maior a exposição dos medos, das fragilidades e dos comportamentos nocivos.

Como trato eu as pessoas que amo?

Como me comporto perante quem eu amo?