A relação entre a autoestima e a personalidade.

Atualizado: Fev 12

Ao falar de auto-estima, é importante entender que esta é o trato e a estima que temos por nós mesmos.

A auto-estima é fundamental para o crescimento pessoal e para as conquistas desejas em qualquer área de vida.







A auto-estima tem uma íntima e directa relação com a personalidade.


De acordo com a variação do nível da auto-estima, as características pessoais sobressaem-se ou ocultam-se.

Podemos começar por ter consciência de que a auto-estima é o resultado da avaliação que fazemos sobre nós mesmos, a que na psicologia chamamos de auto-conceito ou auto-imagem.

A imagem que criamos de nós mesmos, normalmente é assente em factores erróneos.

A comparação que fazemos de nós com os outros, é talvez o maior factor de fragilidade da construção da auto-imagem, uma vez que nunca poderemos determinar na exactidão o contexto de vida da pessoa com quem nos comparamos.




A auto-estima, a nível de comportamental, possui três áreas funcionais do nosso organismo, das quais estamos em constante interacção.


A primeira área é a conhecida área emocional (emoção), em que nos podemos questionar sobre o que sentimos em cada momento do nosso dia.

A segunda área é a chamada área cognitiva (pensamento), em que é importante questionar-nos sobre o que pensamos em cada contexto, entendendo que tipo de discurso interno e externo temos constantemente e repetidamente.

A terceira área é caracterizada pela área motora, em que é importante aprendermos a ver-nos de fora, observando cada movimento e expressão que fazemos com o nosso corpo, bem como o tom e ritmo de voz com que dialogamos.







A auto-estima é construída em cronológicas etapas.


A construção da auto-estima começa na gestação.

Como foi a gravidez da minha mãe?

Como se sentiu ela durante a gestação?


Seguidamente, o processo da construção da auto-estima é continuado na fase juvenil.

Como foi a minha infância?

Como me sentia eu na minha família?

Como me tratavam os meus pais?


A terceira fase da auto-estima passa pelo processo académico.

Na escola, como era eu como aluno?

O que me diziam os professores? Eu acreditava neles?

Comparava-me com alguém com melhores resultados do que eu?

Estava inserido no grupo que queria?

Como me tratavam as outras crianças?

O que tinham os outros que eu gostaria de ter tido enquanto criança?

O que me faltou quando me comparava com as outras crianças?


Depois, no início da fase adulta, segue-se outra nova etapa. O mundo laboral.

Quando ingressei no mundo laboral, fazia o que gostava de fazer?

Como era eu tratado pelos meus superiores hierárquicos?

Como me viam? Como um Ser Humano ou mais um número?

O que me diziam quando eu tinha bom desempenho profissional?

E quando eu fazia algo que não gerava o resultado que me exigiam, o que me diziam?


Por fim, a última etapa é a construção de um relacionamento amoroso, em que nisto já vimos bastante formatados por todas as anteriores etapas. Neste contexto, tendemos a expressar – consciente ou inconsciente - todas as experiências anteriores, pois quanto maior a ligação emocional a confiança, maior a exposição dos medos, das fragilidades e dos comportamentos nocivos.

Como trato eu as pessoas que amo?

Como me comporto perante quem eu amo?

Como me amam as pessoas que eu amo?



Termino esta parte do artigo, para que possas reflectir em algumas destas perguntas e ter um pouco mais de consciência acerca da estima que tens por ti mesmo.

0 visualização