A bicicleta do Amor


Viver o amor é saber desfrutar de um belo passeio pelo campo ao ar livre, rodeado por extensíveis paisagens verdejantes e sob o sol luminoso que nos toca na pele, enquanto ao lado um lindo arco íris embeleza e dá cor a um magnifico céu azul decorado por algumas nuvens em brilhantes tons de cinzas.


Pelo caminho, deslocas-te por trilhos bem delineados compostos por pedras bem firmadas na terra e decoradas por erva rasa, verde, suculenta e vigorosa.

A deslocação pelos trilhos é realizada em cima de uma estável e segura bicicleta. Ao pedalar, guias-te por onde desejares, observando mágicas danças de alegres borboletas brancas que deixam pó brilhante por onde passam, caindo em belas pétalas de girassóis amarelos, onde doces abelhas extraem com ternura, o pólen da vida, transformando-o em mel puro e doce.


Nesse passeio, a aragem suave dos ventos vindos do Norte são um delicioso refresco para a pele, acariciando-a com subtis passagens que fazem o teu cabelo esvoaçar livremente à medida que pedalas sem pressas e sem expectativas de encontrar algo mais do que o que já estás a viver nesse exacto momento.


O trilho onde estás leva-te a um cruzamento.

Lá ao fundo, está alguém parado também numa bicicleta, contemplando-te com admiração enquanto pedalas inevitavelmente na sua direcção.

No cruzamento tu paras e vocês olham-se, sorrindo um para o outro.

Um simples e puro “Olá” é o suficiente para que ambos desejem passear em conjunto.

Essa pessoa convida-te para subires na sua bicicleta, para que ambos passeiem em conjunto e na mesma direcção.


Aceitarias?





Cada pessoa deverá sempre chegar perto de outra pessoa na sua própria bicicleta.


Cada um, na sua própria bicicleta seguem em frente num passeio lado a lado, agradável e a um ritmo feito em parceria, sem grandes pressas para que ambos se possam olhar e sorrir enquanto pedalam, desfrutando de toda a paisagem envolvente ao percurso de ambos.

Pelo meio do passeio haverão alturas em que uma das pessoas pedalará com mais ritmo, adiantando-se no caminho enquanto a outra pessoa ficará um pouco para trás, fruto de algum cansaço e dureza do percurso. Aí, quem está mais adiantado poderá abrandar e apoiar a pessoa que está a pedalar com menos intensidade, motivando-a a reunir forças para ambos seguirem lado a lado. Outras vezes, será a pessoa que antes tinha menos forças que motivará e apoiará a outra pessoa que antes estava mais adiantada.

Haverão momentos em que aparecerão cruzamento. Aí, ambos param de pedalar para que discutam a direcção que querem seguir. Se chegarem a acordo acerca da direcção a tomar, ambos continuarão a pedalar lado a lado num belo passeio pelo campo com aromáticas fragrâncias florais e numa tranquilidade e pacificidade características de quem sabe escolher uma direcção comum.




Mas, e se uma das pessoas decide largar a sua bicicleta para subir na bicicleta do outro, o que poderá acontecer?


É natural que uma das pessoas poderá convidar a outra pessoa a aceitar que suba na sua bicicleta para que façam um passeio bem juntos.

Também será natural que pessoa que vai a pedalar se canse mais rapidamente que a outra, o que provocará um desequilíbrio de desgaste das energias entre ambos.

A pessoa que pedala, por fruto do cansaço, poderá começar a sentir frustração por estar sempre a pedalar, enquanto a que foi à boleia poderá começar a sentir que já não é bem-vinda nessa viagem.

Tudo por causa do desequilíbrio das energias gerado pela desigualdade vivida na viagem.


Além da desigualdade que gera um desequilíbrio no desgaste das energias, quem pedala é quem vai a conduzir, tendo o poder de decidir que caminho quer percorrer em cada cruzamento que ambos encontrem. A pessoa que vai à boleia ficará sem poder de decidir para onde se direccionar, tendo que seguir a direcção da pessoa que vai a conduzir.

A pessoa que vai a conduzir poderá tornar-se dominadora e impositora, pois poderá pensar que tem esse direito devido ao esforço que faz a cada pedalada, usando de um poder ilegítimo sobre a outra pessoa.

A pessoa que vai à boleia poderá tornar-se ressentida e magoada, anulada e dependente do outro, perdendo a sua própria identidade.

Poderá mesmo acontecer que num determinado momento do passeio, quem conduz a bicicleta expulsa a pessoa que vai à boleia, deixando-a para trás. Ou poderá acontecer que a pessoa que vai à boleia se atire para fora da bicicleta.

Seja o que for que possa acontecer, ambas as pessoas sofrerão porque o agradável passeio que desejaram tornou-se desagradável e sofredor. Ninguém queria isso, por isso ambos sofrem. Apenas não souberam que o segredo de qualquer passeio de bicicleta é que cada um pedale por si mesmo, na sua própria bicicleta.






No romântico passeio pelo campo, tu queres ir à boleia na bicicleta do outro ou queres ir na tua própria bicicleta?




Nota curricular resumida


Pedro Gomes - Desenvolvimento Humano de Comunicação Emocional

+ Life Coach (célula profissional Nº S495-2017PT), Instituto Ciências Comportamentais e de Gestão, Porto Portugal

+ Especialista em PNL com especialização em foco terapêutico e emocional, Instituto Ciências Comportamentais e de Gestão, Porto Portugal

+ Formador certificado, Instituto Emprego e Formação Profissional, Porto Portugal

+ Especialista em Inteligência Emocional, Universidad Isabel I, Burgos España

+ Master em Psicologia Holística, Escuela de Postgrado de Psicología y Psiquiatría, Madrid España

+ Especialista em Sinergologia Aplicada à Comunicação, Coaching Camp Logroño Espanha

+ Especialista Inteligência Emocional Neurociência VEC, Emotional Network, Bilbao España

55 visualizações1 comentário