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A atitude positiva é sempre a mais adaptativa?



O conceito de atitude pode ser descrito como um sentimento, originado a partir da organização psicológica de um conjunto de crenças, valores e emoções, que fará com que todo o organismo se expresse numa determinada ação em função do contexto vivenciado. Uma atitude é, portanto, uma disposição psicológica baseada na aprendizagem da mente e da biologia das emoções; um sentimento.

A partir desta ideia, é seguro dizer que existem infinitas atitudes e cada uma delas é legitima dentro de cada indivíduo. Logo, catalogar uma atitude como positiva ou negativa é criar um julgamento a partir da nossa própria forma de pensar, o que nos torna limitados na hora de criar uma interação conectada com a realidade do outro, pois uma atitude serve para um indivíduo se adaptar internamente da melhor forma possível à situação que está a vivenciar, de acordo com todo o contexto.


Por exemplo, a partir de uma separação ou divórcio, após um determinado período de tempo uma pessoa pode entrar numa depressão profunda, enquanto uma outra pessoa pode criar dentro de si uma renovada motivação para viver.

O que comanda a forma como a pessoa se direciona depois de um determinado acontecimento de vida, está relacionado com a estrutura interna de cada pessoa, a atitude.

A estrutura interna obedece sempre a processos inconscientes omitidos, respondendo com justificações racionais e informações exteriores formatadas e generalizadas, criando no indivíduo uma perceção distorcida da realidade, permitindo avaliar os acontecimentos como positivos ou negativos, tendo como finalidade ajustar os processos orgânicos da regulação da vida do indivíduo.













Atualmente, a palavra atitude é usada de forma gratuita, sendo vendida e transmitida como uma garantia de felicidade sempre que o indivíduo pensa e sente de forma positiva.


O sentimento positivo nem sempre é o mais adaptativo!


Por exemplo, perante a morte de um ente querido, é perfeitamente natural e adequado uma pessoa sentir a dor e passar por todo um processo de luto, entrando num estado de sofrimento. Este processo de dor e de luto permite ao indivíduo adaptar-se à sua nova realidade, sendo o elo de ligação da sua mudança de realidades.


Ter uma atitude agressiva perante as injustiças, uma atitude pessimista quando algo corre mal, uma atitude critica em relação aos problemas morais, uma atitude de suspeição perante incoerências, entre outro tipo de atitudes adaptadas às situações vividas, faz com que o indivíduo consiga afrontar mais acertadamente os desafios em que se vê envolvido.


O conceito erróneo de ter sempre uma atitude positiva perante a vida, sentindo e pensando positivo perante qualquer situação, impossibilita o saudável desenvolvimento do indivíduo, envolvendo-o numa anestesia mental que o impede de construir um olhar para dentro dele mesmo, resultando numa continua paralisação evolutiva.


Assim, acredito que qualquer atitude menos agradável que um indivíduo possa adotar, essa é sempre um meio que permite investigar internamente os recursos necessários criadores para a obtenção de uma vida desejada, sendo essa a oportunidade crucial para a criação da realidade de vida pretendida.

Por isso, qualquer atitude é saudável, desde que adaptada ao contexto vivido.



Pedro Gomes - Especialista em relacionamentos e processos de gestão emocional

+ Especialista em Coaching pessoal e emocional (célula profissional Nº S495-2017PT), Portugal

+ Especialista em PNL com especialização em foco terapêutico e emocional, Portugal

+ Especialista em Inteligência Emocional, España

+ Master em Psicologia Holística, España

+ Especialista em Inteligência não verbal, España

+ Especialista Inteligência Emocional Neurociência, España

+ Formador Profissional certificado na área do Comportamento Humano, Portugal

+ Orador, Escritor, Consciencializador e Palestrante Motivacional

Facebook: Pedro Gomes

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